domingo, 17 de outubro de 2010

Areias da madrugada

As ondas banhavam o meu corpo, siris dançavam ao meu redor. Meu cheiro era como o de um peixe que acabara de ser capturado por redes de pescador.
A aurora já ia surgindo e eu sabia que depois de algum tempo ele estaria lá, brilhando de novo; Apesar de o mundo estar a desmoronar.
Eu nunca vira o nascer do Sol, nunca dava tempo o suficiente. Esperei, anciosa por um milagre.

Os fios de meu cabelo pingavam água salgada, e só quando uma gota atingiu o meu olho me dei conta de que eu realmente precisava guardar o segredo.
Por isso mergulhei de volta para casa. Minha cauda emergiu segundos depois, deixando uma criança, que acabara de chegar, de olhos arregalados e completamente boquiaberta ao pé dos pais ocupados demais para se darem conta.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

hamsters e sementes de girassol

Ela descascava a semente agilmente com uma facilidade instintiva e logo se deparava com o grãozinho que fora seu objetivo. Eu a via, fascinada, alimentar-se de uma após outra e depois de acabar limpar os pêlos.
Entre suspiros e sorrisos, mais forte era a vontade de apertar... Porque era algo fofo em questão.
Agora já me acostumei, depois de uma mordida entre as várias ameaças. De ínicio enraivei-me. Ora! Mas que ousadia!
Mas eu não entendo de hamsters, talvez fosse por legitima defesa.

Desculpe-me Annabeth por minha indelicadeza outro dia. Entretanto eu não poderia deixar de pedir: Pare de guardar sementes nas bochechas, assim não a forçarei a cuspi-las e a senhorita não correrá mais riscos.

caindo na real

Durante toda a vida há "porquês", o que muda é a gravidade da pergunta, e, o que você pergunta, naturalmente.